sexta-feira, maio 15, 2020

Dia frio esse de hoje, 17 graus hora que eu acordei.
Sinal de que o inverno será rigoroso.
Eu já estou ligando o aquecedor as vezes.
O dia iniciou com uma mente feliz e tranquila, mas acho que já estou cansado. Acordei cheio de planos e cansei. Vou colocar despertador para daqui uma hora e darei uma cochilada para descansar, pois tenho muito o que fazer hoje ainda.
Vou estudar inglês, vou terminar meus currículos, e vou estudar qualquer coisa que me acrescente de alguma forma. E dar essa cochilada vai me relaxar antes de eu continuar o dia.
Toda vez depois do café, e isso me cansa um pouco o corpo, consequentemente fico sem vontade de usar a mente.
O dia está lindo lá fora. Consigo ver o mar daqui; o azul do céu em junção do azul dele, contrastando com o verde das árvores em frente de casa, a brisa mansa, o som de alguns pássaros.
Ouço o som da cidade também, mas por alguns momentos me senti fora dela.
Tive uma conversa mais animada com o menino que estou conhecendo; quero apostar nesse relacionamento. Ele me parece inteligente, engraçado, percebo alguns problemas para se abrir, mas podemos lidar com isso. Está sempre preocupado com o trabalho, e politicamente ativo. Qualidades que admiro, apesar de não conhecê-lo pessoalmente.
Não vejo a hora de poder beijá-lo. Ou será a solidão de um confinamento? Pode ser, só saberei quando isso acabar. Espero estar errado.
Quando me sinto positivo não há muito o que reclamar, e as palavras se esvaem. Momento importante para achar outra razão para escrever. A razão da felicidade.
Sim, hoje pra mim tudo está positivo. Estou focado em aprendizado, em conseguir um trabalho; ainda que esteja com medo dos salários não conseguirem me manter, sei que tudo vai dar certo, e eu vou ficar bem.

quarta-feira, maio 13, 2020

Se passaram alguns dias...
Estava em crise até hoje mais cedo.
Ontem falei um pouco com meu irmão via Whatsapp; apenas digitei pra ele não saber que eu estava chorando, mas apenas desabafei, nem dei a chance do garoto falar.
Ele pode sentir que eu não estava bem e tentou me animar; e conseguiu. Sempre me sinto muito bem falando com ele.
É a pessoa que eu mais amo nesse mundo, e tem dias que a saudade bate forte.
Como eu queria ter ele comigo todos os dias. Mas perderíamos a relação de irmãos. Eu iria tratá-lo como filho, acabaríamos discutindo e nossa relação não seria mais a mesma.
Não sou fácil de se lidar. Costumo não falar as coisas que deveriam ser faladas, e só percebo isso quando todos já estão em seus limites; ou, sou grosseiro sem saber que estou sendo e acabo machucando quem eu não gostaria. Eu sou um babaca!
Dou gratulações a quem tem condições de me tolerar.
Engraçado, eu tenho tantas pessoas que se importam de verdade comigo, e eu me sinto sempre não merecedor dessas pessoas.
Eu gostaria de repente ser uma pessoa boa a ponto de tomar atitudes e falas corretas sempre, para nunca mais precisar pedir desculpas. Pois, se a desculpa foi necessária é porque feri alguém.
Mas eles sempre estão ali comigo.
Eu me pergunto qual o propósito do ser humano na terra?
Eu como ser religioso que sou; também não quero ser arrogante nas palavras. Religioso em acreditar em Deus e saber alguma coisa a respeito do Espiritismo e ter consciência que nossa vida não é apenas terrena. Me pergunto, qual o meu objetivo? Eu estou fazendo isso certo? A vida é apenas tentar viver da melhor forma possível e pronto? Não temos um caminho a seguir? Encontrar alguém? O caminho é apenas aprender coisas e se melhorar, ou ajudar alguém nesse objetivo também?
Desde que me percebi como ser pensante, ainda criança, me sentia não pertencente a cidade onde morava. Salete era muito pequena pra mim. Me sentia muito diferente para os preceitos daquela cidade.
E consegui ter coragem de sair apenas com 26, acompanhado. Sempre tive medo de fazer as coisas sozinho.
Durante o percurso nessa cidade conheci pessoas que parece que eu deveria conhecer. É aí que me pergunto, estou no caminho certo?
Mas me sinto imaturo pra isso.
Como ter essa cabeça sonhadora com essa idade?
Tenho referências infantilóides até hoje. Eu de fato sou adulto? Pelo que preciso passar para me tornar um?
Ao mesmo tempo que sou uma pessoas segura, que gosta da segurança, medroso com mudanças; sinto que preciso me mudar. O aprendizado aqui já acabou. Eu quero mais.
Eu quero o mundo, mesmo infantilóide.
Quero perder essa minha ansiedade que me trava, quero parar de ter ânsia de vômito sem motivos.
Não quero mais deixar meu corpo me controlar; eu quero controlá-lo.
Chô ansiedade, você me atrapalha a vida. Você me faz perder momentos por bobagem.
Acho que se eu estivesse em uma cidade em outro país, eu estaria tão ansioso para conhecê-la que minha ansiedade me cegaria e eu voltaria pra casa sem ao menos lembrar de um flash.
Iria ter a lembrança em fotografias que eu iria olhar anos depois e me arrependeria de ter perdido aqueles momentos que vivi.
Uma coisa é real. Hoje fui editar meu currículo para começar minha procura por trabalho.
Não consegui nem ao menos terminá-lo. No meio da edição minha emoção tomou conta; tive que parar para espairecer e tentar acalmar minha ansiedade.
Coisa difícil essa!
Será que isso é fisicamente tratável?
Como que o corpo pode liberar uma quantidade tão grande de adrenalidade tão rápido, do nada?
Deveria ter um tratamento pra isso.
Eu aceitaria, caso precisasse de voluntários para os testes da droga.

sábado, maio 09, 2020

Como o humor é uma coisa estranha de se entender.
Acordei as 12 hoje com raiva de mim por ter acordado tão tarde, mas mesmo assim de bom humor por estar bem descansado.
Fiz um café preto. Todo café preto, mas aqui isso quer dizer que o tomei puro.
Apenas café, pois não tinha nada pra acompanhar. Tenho que comprar pão, pensei.
Após a corrida passaria na padaria pra comprar.
Tomei meu café, ouvindo um pouco de música alta.
Depois disso comecei me arrumar para a corrida. Colei os esparadrapos nos calcanhares e um em cada dedo mindinho. Não quero bolhas novamente.
Short curto, camiseta qualquer.
Comecei a usar uma pochete do meu antigo trabalho para carregar o telefone; estava carregando-o na cueca. Fiquei com medo do suor estragar alguma funcionalidade.
Coloque um álbum que eu não precisaria trocar de música, porque meu fone de ouvido está com problema no botão para trocar de faixa e no falante do lado esquerdo.
Por sinal já comprei um sem fio, estou esperando chegar pelos correios.
Encaminhei o pacote para o endereço onde uma amiga trabalha, ela receberá para mim. Onde moro não tem um endereço oficial, então os correios não entregam aqui.
Morar no morro tem dessas. E por conta disso descobri que você pode encaminhar sua encomenda para o próprio correio e retirar lá, pagando alguma merreca.
Uso a pochete embaixo da camiseta, virada para traz, para não aparentar que tenho barriga.
Hoje o dia estava lindo pra quem gosta de andar na Beira Mar Sul; temperatura amena e sol maravilhoso.
Como é boa essa sensação! Amo o sol tranquilo na pele da gente e a brisa fresca, ao mesmo tempo.
E novamente vou eu, correndo e pensando um milhão de coisas, ao mesmo tempo pensando em nada. São tantas coisas, ou nenhuma coisa, que nem sei dizer aqui.
Apenas lembro de um pensamento idiota. O menino parado que olhava no celular, branco, malhado, de aparentemente 24 anos, só estava ali pra ser visto. Alimentar o próprio ego sempre é importante.
Esse foi um julgamento medíocre que tive, preciso me policiar disso.
Ele poderia estar ali por ene motivos, eu poderia pensar em vários e não teria a certeza de qual.
Corri!
De novo estou em casa, fazendo o rotineiro que havia organizado pra não ficar em completo ócio: Almoço, inglês e fim.
Fico pensando em como melhorar meu inglês, e já sei a resposta, mas não quero fazer porque saberei como sou falho ainda no idioma, e não quero me sentir um perdedor de novo.
O currículo que deveria atualizar ainda não fiz. Fico adiando porque sei que se eu fizer terei que partir para outras etapas que me deixam ansioso, ou partir para etapa nenhuma, como não ser chamado para qualquer entrevista.
A entrevista é um fardo pra mim, principalmente as coletivas, falar sobre você em frente a algumas pessoas desconhecidas não é uma coisa que gosto de fazer. Mas, não ser chamado para entrevista alguma é ainda pior; eu entraria na faze do desespero; em pensar em voltar para o interior de São Paulo, o que de forma nenhuma eu quero.
Preciso fazer esse currículo!
E o que era um bom humor, se tornou humor nenhum de tanto que penso, e de tanto que o pensar me deixa ansioso ou com medo.
Amanhã é domingo, dia das mães. Preciso comprar pão após a corrida. Mas as padarias não estarão abertas, terei que ir no Bistek, por um pão.
Não posso me distrair e comprar outras coisas, afinal farei a compra do mês semana que vem e o dinheiro é contado.
Hoje já desisti do moletom novo, consigo viver sem ele.
A vida religiosa me vem a cabeça com constância, mas essa é outra coisa que me engano diariamente. Não com a religião, mas com o fato de pensar em focar mais nisso, o que de fato acho muito importante, e não o fazer.
E continuamos com a auto enganação e a procrastinação.
Afinal, protelar e procrastinar tem o mesmo significado? Porque não gosto de usar a palavra procrastinar, porque  lembro da pessoa que me ensinou o significado, e as vezes é uma palavra que se encaixa melhor na frase.
Como tem coisas pequenas que nos afetem de alguma forma ou de outra?!
Durante a vida conseguiremos nos tratar de todas essas pequenas e grandes coisas que nos causam coisas?

sexta-feira, maio 08, 2020

Há uma semana iniciou a queda de temperatura na cidade.
Hoje, fui dar uma volta no bairro pra desanuviar a cabeça; em tempos de reclusão quase que absoluta é bom sair as vezes, mesmo não sendo o correto a fazer, pra dar um tempo pra mente, que não para de pensar em tudo sem descanso.
Voltando pra casa. Subindo a primeira subida íngreme da Servidão, focado no celular, ignorei o rapaz que estava procurando algo na lata de lixo. Ele deveria estar numa faixa etária como a minha; seus trinta e poucos anos.
"Ei rapaz? Ei? Eu não vou te pedir dinheiro!"
Pensei: Nem se você quisesse. Não tenho um puto no bolso. A única coisa de valor que carrego é o celular. Espero que não me assalte.
"Me arruma um moletom, não precisa ser agora. Vai me servir de coberta também!"
Engraçado que nem pensei na hora, tirei o óculos e retirei o moletom que estava usando. Na inocência ainda disse: É o único que eu tenho! E realmente, moletom era o único mesmo. Mas eu teria outras coisas pra usar.
E entreguei o moletom a ele.
Fui agradecido com um toque de cotovelos, como aperto de mão, devido a situação do momento.
"Você é daqui?"
Disse que era, pois moro aqui a quase quatro anos.
"Acho que não, pessoas daqui não são assim!"
"Com essa cara de bravo, não pensei que fosse humilde."
Dei tchau com a mão e continuai seguindo caminho de casa.
Em casa os pensamentos eram muitos.
Como fiz isso sem ao menos pensar? Me questiono se sou de certa forma diferente das outras pessoas, até mesmo melhor. A palavra melhor me vem a cabeça, mas não acho nada correto usá-la. Que melhor seria eu pensando ser melhor que alguém?
Depois penso no moletom. Amanhã vou correr com frio. Não, tenho outra coisa que posso usar. Até mais leve pra carregar depois que o corpo esquentar. Depois compro outro moletom; pensando também que não queria gastar com isso. Que culpa tenho eu, sou taurino, penso em cada centavo que vou gastar.
Bom, o valor de um novo moletom não vai me fazer falta.
E isso me fez refletir sobre outra coisa também. Sobre a minha eterna preocupação sobre arrumar um trabalho que possa me sustentar de forma a não me preocupar.
Não sou um gastão, tampouco gasto com futilidades. Mas sou uma pessoa segura, não me sinto confortável viver no limite. Prefiro que quando preciso, tenho para fazê-lo.
Logo penso que meu seguro desemprego não será suficiente, para pagar minhas contas e arrumar minha moto. Moto está que se não for trocada a corrente, posso sofrer um acidente e me custar mais caro. Terei que dar um jeito.
Mas a questão era a minha preocupação com o dinheiro. Tudo o que eu quero é arrumar um trabalho que sane minhas necessidades. Aluguel de 850 reais, mais mercado de 800, mais cartão de 250, mais abastecimento da moto 50, mais uns 200 apenas pra poder me divertir no mês - tomar minha cerveja, pegar uma balada, sair com um pretendente novo, quem sabe vire atual - e poder guardar pelo menos mais uns 200 mês para potenciais surpresas como, manutenção da moto, comprar algo que necessito, como um moletom novo, pagar algum curso online, que ultimamente ando fazendo.
Porém, o que me aconteceu mais cedo me fez relaxar um pouco. Vai dar tudo certo! Olha aquele rapaz, ele tem muito menos que eu; eu tenho luxos! Por mais que eu não seja um acumulador e me desfaça quase sempre das coisas que não uso mais; eu sou um privilegiado. E agradeço muito a Deus por isso.
Antes disso ainda pensava, com meus maus pensamentos: Putz, não tem nada de legal pra comer. E realmente a geladeira está aparentemente vazia.
Mas cheguei feliz em casa. Como já havia me dado fome, fui procurar o que fazer. Com um pedaço de linguiça calabresa e bacon congelados consegui fazer uma farofa que minha mãe me ensinou. Ainda tinha um pouco de farinha Deusa que ela havia me trazido na última vinda dos meus pais a minha casa. Essa marca de farinha não é vendida em supermercados no sul do país, eu mesmo já havia entrado em contato com o SAC pra perguntar a respeito, só vendem para restaurantes, uma pena. Acrescentei um pouco de milho nessa farofa e com o restante da lata fiz um creme de milho, usando apenas meia lata de creme de leite que já havia aberto pra comer com Toddy. Mais arroz branco com muito alho.
E eu ainda reclamando anteriormente. Vou me policiar para não reclamar mais e ser mais feliz com o que tenho, afinal não me falta nada.
Também sei que o ato de reclamar não é fácil de se tirar, mas vou persistir.
Amanhã pretendo reavaliar meu currículo e preparar dois: um para vagas de exatas e um para humanas, e assim iniciar a procura por trabalho.
Daí já me inicia uma outra dúvida. Procuro trabalhos de bom salário, ou trabalhos que vão realmente me fazer feliz?
Parece uma pergunta fácil. O que vai me fazer feliz, claro! Mas e o dinheiro, do qual acho de suma importância pra viver bem?
Bom, melhor ir dormir. Amanhã tento pular lá pelas dez para iniciar a rotina diária.