quarta-feira, maio 13, 2020

Se passaram alguns dias...
Estava em crise até hoje mais cedo.
Ontem falei um pouco com meu irmão via Whatsapp; apenas digitei pra ele não saber que eu estava chorando, mas apenas desabafei, nem dei a chance do garoto falar.
Ele pode sentir que eu não estava bem e tentou me animar; e conseguiu. Sempre me sinto muito bem falando com ele.
É a pessoa que eu mais amo nesse mundo, e tem dias que a saudade bate forte.
Como eu queria ter ele comigo todos os dias. Mas perderíamos a relação de irmãos. Eu iria tratá-lo como filho, acabaríamos discutindo e nossa relação não seria mais a mesma.
Não sou fácil de se lidar. Costumo não falar as coisas que deveriam ser faladas, e só percebo isso quando todos já estão em seus limites; ou, sou grosseiro sem saber que estou sendo e acabo machucando quem eu não gostaria. Eu sou um babaca!
Dou gratulações a quem tem condições de me tolerar.
Engraçado, eu tenho tantas pessoas que se importam de verdade comigo, e eu me sinto sempre não merecedor dessas pessoas.
Eu gostaria de repente ser uma pessoa boa a ponto de tomar atitudes e falas corretas sempre, para nunca mais precisar pedir desculpas. Pois, se a desculpa foi necessária é porque feri alguém.
Mas eles sempre estão ali comigo.
Eu me pergunto qual o propósito do ser humano na terra?
Eu como ser religioso que sou; também não quero ser arrogante nas palavras. Religioso em acreditar em Deus e saber alguma coisa a respeito do Espiritismo e ter consciência que nossa vida não é apenas terrena. Me pergunto, qual o meu objetivo? Eu estou fazendo isso certo? A vida é apenas tentar viver da melhor forma possível e pronto? Não temos um caminho a seguir? Encontrar alguém? O caminho é apenas aprender coisas e se melhorar, ou ajudar alguém nesse objetivo também?
Desde que me percebi como ser pensante, ainda criança, me sentia não pertencente a cidade onde morava. Salete era muito pequena pra mim. Me sentia muito diferente para os preceitos daquela cidade.
E consegui ter coragem de sair apenas com 26, acompanhado. Sempre tive medo de fazer as coisas sozinho.
Durante o percurso nessa cidade conheci pessoas que parece que eu deveria conhecer. É aí que me pergunto, estou no caminho certo?
Mas me sinto imaturo pra isso.
Como ter essa cabeça sonhadora com essa idade?
Tenho referências infantilóides até hoje. Eu de fato sou adulto? Pelo que preciso passar para me tornar um?
Ao mesmo tempo que sou uma pessoas segura, que gosta da segurança, medroso com mudanças; sinto que preciso me mudar. O aprendizado aqui já acabou. Eu quero mais.
Eu quero o mundo, mesmo infantilóide.
Quero perder essa minha ansiedade que me trava, quero parar de ter ânsia de vômito sem motivos.
Não quero mais deixar meu corpo me controlar; eu quero controlá-lo.
Chô ansiedade, você me atrapalha a vida. Você me faz perder momentos por bobagem.
Acho que se eu estivesse em uma cidade em outro país, eu estaria tão ansioso para conhecê-la que minha ansiedade me cegaria e eu voltaria pra casa sem ao menos lembrar de um flash.
Iria ter a lembrança em fotografias que eu iria olhar anos depois e me arrependeria de ter perdido aqueles momentos que vivi.
Uma coisa é real. Hoje fui editar meu currículo para começar minha procura por trabalho.
Não consegui nem ao menos terminá-lo. No meio da edição minha emoção tomou conta; tive que parar para espairecer e tentar acalmar minha ansiedade.
Coisa difícil essa!
Será que isso é fisicamente tratável?
Como que o corpo pode liberar uma quantidade tão grande de adrenalidade tão rápido, do nada?
Deveria ter um tratamento pra isso.
Eu aceitaria, caso precisasse de voluntários para os testes da droga.

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